domingo, 6 de outubro de 2019

A Reforma da Educação Profissional


A Reforma da Educação Profissional
Constâncio Tsambe[1]
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A Reforma da Educação Profissional tem como foco o desenvolvimento de COMPETÊNCIAS, para que os alunos se tornem capazes de somar, no sentido de mobilizar, Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (CHA) para desempenhar funções com qualidade. Qualidade Total.
Os formandos saídos do “Competece Based Trainning” (CBT) ou Ensino Baseado em Competências (EBC), devem (do infalível) estar prontos para entrar no Mercado de Trabalho e responder às demandas de uma indústria focada em produtividade, competitividade e inovação.
Nesse contexto, o Trabalhador é convidado a melhorar suas CHA´s nos Institutos Técnicos, não só para aumentar sua produtividade mas também por via disso melhorar seu salário. Nesse paradigma, o docente (formador) actua como mediador do processo de ensino, ao planificar actividades desafiadoras para o desenvolvimento de capacidades profissionais e incentivar o pensamento crítico, criativo e inovador.
Segundo SENAI (1996), reflectir sobre a elaboração do Desenho Curricular, é incluir aos especialistas destacados para o efeito, um Docente e um Especialista da área tecnológica em discussão, para garantir a transposição das informações do Mundo de Trabalho para o Mundo da Educação.     
Prosseguindo SENAI[2] (1996, p. 98), ”… manter os docentes e instrutores sempre preparados é uma condição para a oferta de Formação Profissional que atenda às demandas da indústria e da sociedade”. A busca pela qualificação constante dos docentes é um dos factores que levam o SENAI (1996) a ser reconhecido como uma das melhores instituições de Educação Técnica e Profissional do mundo. Ter uma equipe qualificada, bem preparada para enfrentar os desafios da Reforma na Educação Profissional é fundamental para melhorar a relação de Ensino-Aprendizagem. Segundo SENAI (1996, p. 102), “…a formação docente é um investimento importante que possibilitará a melhoria dos índices educacionais nos nossos Institutos Técnicos e, portanto, melhoria da qualidade de ensino.
Após este pequeno percurso, conclui-se que precisamos alinhar todas as acções que visam a implementação do CBT, desde os inerentes a Legislação, reflectir-se sobre o Grupo Alvo para o EBC, pois quer transparecer que tem mais ingressos de jovens sem nenhuma experiência profissional, maior envolvimento de docentes para contribuírem da elaboração de Desenhos Curriculares, às acções de Formação em Certificado A, B ou C de Docentes, com foco na actualização tecnológica e na capacitação pedagógica, para conferir maior qualificação e motivação com o intuito de garantir a melhoria da qualidade de ensino, até chegar às acções de remuneração, que provavelmente estão plasmadas no Estatuto de Formador. 
SENAI. (1996). Reestruturação do (s) Modelo (s) de Formação Profissional do SENAI; Acção Estratégica Nacional. 01. Rio de Janeiro.


[1] Mestre em Ciências de Educação pelo Instituto Superior de Estudos de Defesa “Armando Emílio Guebuza”  (ISEDEF) e Licenciado em Ensino de Geografia pela Universidade Pedagógica e.
[2]  Serviço Nacional da Aprendizagem Industrial.

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