A Reforma da Educação Profissional
Constâncio Tsambe[1]
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A Reforma da Educação
Profissional tem como foco o desenvolvimento de COMPETÊNCIAS, para que os
alunos se tornem capazes de somar, no sentido de mobilizar, Conhecimentos,
Habilidades e Atitudes (CHA) para desempenhar funções com qualidade. Qualidade
Total.
Os formandos saídos do “Competece Based Trainning” (CBT) ou Ensino
Baseado em Competências (EBC), devem (do infalível) estar prontos para entrar
no Mercado de Trabalho e responder às demandas de uma indústria focada
em produtividade, competitividade e inovação.
Nesse contexto, o
Trabalhador é convidado a melhorar suas CHA´s nos
Institutos Técnicos, não só para aumentar sua produtividade mas também por via
disso melhorar seu salário. Nesse paradigma, o docente (formador) actua
como mediador do processo de ensino, ao planificar actividades
desafiadoras para o desenvolvimento de capacidades profissionais e incentivar
o pensamento crítico, criativo e inovador.
Segundo SENAI (1996), reflectir
sobre a elaboração do Desenho Curricular, é incluir aos especialistas
destacados para o efeito, um Docente e um Especialista da área tecnológica em
discussão, para garantir a transposição das informações do Mundo de Trabalho
para o Mundo da Educação.
Prosseguindo SENAI[2]
(1996, p. 98), ”… manter os docentes e
instrutores sempre preparados é uma condição para a oferta de Formação
Profissional que atenda às demandas da indústria e da sociedade”. A busca
pela qualificação constante dos docentes é um dos factores que levam o SENAI (1996)
a ser reconhecido como uma das melhores instituições de Educação Técnica e
Profissional do mundo. Ter
uma equipe qualificada, bem preparada para enfrentar os desafios da Reforma na Educação Profissional é fundamental para melhorar a
relação de Ensino-Aprendizagem. Segundo SENAI (1996,
p. 102), “…a formação docente é
um investimento importante que possibilitará a melhoria dos índices
educacionais nos nossos Institutos Técnicos e, portanto, melhoria da qualidade
de ensino.
Após este pequeno percurso, conclui-se
que precisamos alinhar todas as acções que visam a implementação do CBT, desde os
inerentes a Legislação, reflectir-se sobre o Grupo Alvo para o EBC, pois quer
transparecer que tem mais ingressos de jovens sem nenhuma experiência
profissional, maior
envolvimento de docentes
para contribuírem da elaboração de Desenhos Curriculares, às acções de Formação
em Certificado A, B ou C de Docentes, com foco na actualização
tecnológica e na capacitação pedagógica, para conferir maior qualificação e motivação com o
intuito de garantir a melhoria da qualidade de ensino, até chegar às acções de
remuneração, que provavelmente estão plasmadas no Estatuto de Formador.
SENAI. (1996). Reestruturação do (s) Modelo (s) de Formação Profissional do SENAI;
Acção Estratégica Nacional. 01. Rio de Janeiro.
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